Resenha: Miss Grand International 2016

Concurso: Miss Grand International
Data: 25 de outubro de 2016
Local:WestGate Resort & Casino
Cidade/País: LasVegas - Estados Unidos
Nº. Candidatas: 74
Vencedora: Ariska Putri

O Miss Grand International é um concurso que me despertou o interesse desde o o seu anúncio em meados de 2013 e a noite final daquela edição confirmou minhas expectativas. Meu interesse continuou no ano seguinte e em 2015 o concurso me conquistou de vez. Devido a isso minha expectativa para a edição deste ano era enorme, mas o quadro se alterou.
Primeiramente acredito que levar o concurso para Las Vegas - EUA foi um erro, pois a cidade sediou algumas edições recentes do Miss Universo e sabemos que não há nada muito atrativo lá para concursos de miss.
Mesmo a direção do concurso tendo afirmado que as atividades manteriam o padrão das edições anteriores realizadas na Tailândia, isso não aconteceu e tornou o concurso meio chato de se acompanhar virtualmente.
As fotos oficiais melhoraram, mas ainda estão longe do que vemos no Miss Universo (faço essa comparação porque é concurso que mais se assemelha ao Miss Grand International), em compensação o show de apresentação (realizado na noite anterior à final), foi muito bom, mostrando que teríamos uma final que manteria o nível das edições anteriores.
A noite final gerou muita expectativa nos fãs do concurso, pois a de 2015 foi incrível, mas a qualidade, infelizmente, não se manteve.
Tecnicamente, acredito que a iluminação foi um erro, deixando o palco mediano ainda menor com toda aquela vermelhidão e dourado. O número de abertura foi, como sempre, animado e agitou as torcidas. Figurino muito bonito também.
As chamadas dos tops foram boas, pois alguns erros de posicionamento dos nos impediu de ver a reação das candidatas e como o palco não era muito grande, as candidatas estavam muito próximas entre si.
O desfile em traje de banho foi bem coreografado, mas era tanto vermelho no palco (iluminação, imagens nas telas, biquíni) que, para mim, não funcionou bem.
Se não fosse pela iluminação (vermelha de novo) o desfile em traje de noite teria sido perfeito, pois as misses estavam lindas e elegantes e a trilha sonora foi perfeita.
O discurso sobre o tema do concurso "Stop the War" é um momento importante do concurso e é seu diferencial. Como sempre as mensagens foram positivas e emocionantes.
O top 5 formado por Porto Rico, EUA, Filipinas, Tailândia e Indonésia foi quase perfeito, pois acredito que a Miss Peru deveria ter entrado no lugar da estadunidense. A pergunta final foi polêmica, pois o conteúdo era o seguinte:

"Se você tivesse que escolher entre uma dessas pessoas para lhe ajudar a parar com as guerras e a violência, quem você escolheria: Donald Trump ou Hillary Clinton e por quê?"

As respostas provocaram reações diversas na platéia, mas as candidatas que optaram por Trump (EUA e Filipinas) foram vaiadas e as demais aplaudidas.
O desfile de despedida da miss reinante é sempre um momento lindo do concurso e desta vez não foi diferente. A troca da coroa é emocionante e para todos os presentes e também para quem assiste pela TV e Claire Parker estava lindíssima.
O anúncio do resultado foi emocionante, algo que infelizmente há anos não vejo no Miss Universo, pois a emoção no rosto das misses Filipinas, Tailândia e Indonésia era comovente.
A vencedora - Ariska Putri - da Indonésia estava linda  e era uma das favoritas. Ela me impressionou pela postura contida e elegante durante todo o concurso e acredito que terá um reinado marcante.
No geral eu gostei do concurso, mas esperava um pouco mais em relação a parte técnica e nível de beleza das candidatas que, na minha opinião, estavam aquém do ano passado.
A ausência de público tailandês também foi um ponto negativo, pois ao lado dos filipinos eles são os mais animados do mundo miss atualmente.
A boa notícia é que o concurso em 2017 será realizado no Vietnã e promete resgatar as atividades culturais externas que marcaram a edição de 2015.
Sobre a não inclusão da Miss Grand Brasil 2016 - Renata Sena - foi surpreendente, pois ela tem um dos rostos mais belos do concurso, mas para mim ficou evidente que seu atraso (ela chegou 2 dias após o início do concurso) e suas medidas fora do padrão que o concurso valoriza lhe custaram a classificação.
O diretor nacional da CNB (Concurso Nacional de Beleza), Henrique Fontes, detentor da franquia no Brasil, informou que em 2017 haverá um concurso específico para a escolha da representante brasileira e não mais a indicação direta da 2ª colocada do Miss Mundo Brasil.
Que venha um belo concurso no Brasil e no Vietnã!

Top 5 - Porto Rico, Filipinas, Indonésia, Tailândia e EUA




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